Be authentic – Part 1

Sobre ser mulher eu no mercado de trabalho:

Aprendi a falar inglês sozinha quando era criança. Quando morava com meus avós – papis e mamis gostavam de se mudar como nunca vi! – assistia muitos seriados (Friends), filmes legendados, clipes (MTV/Multishow) – buscava as letras das músicas para aprender a cantar…e quando percebi, estava pensando e falando em voz alta em outro idioma. Just like that!

Talvez por ter aprendido muito nova, até hoje sinto que algumas frases e conversas soam muito melhor em inglês. #aboutlove

Mesmo falando, precisava aprender gramática e escrita. Desde os 9 anos eu ajudava meu vozinho em seu escritório, e ao perceber minha facilidade com o inglês, decidiu investir em mim (hoje vejo dessa forma) e se propôs a pagar um curso. Entrei no CCAA aos 12 e dois anos depois já estava dando aulas! Inglês realmente faz parte de mim, e me levou a descobrir uma aptidão que jamais imaginei ter – tudo bem que aos 14 anos não se pensa em aptidões, mas como disse, hoje vejo os acontecimentos com outros olhos (coisa de velha?).

Muitos alunos e algumas mudanças depois, vim parar em Criciúma em 2009. No terceiro ano do ensino médio era impossível fazer algo mais além de estudar, considerando que meu objetivo era Relações Internacionais na UFRGS, parei de dar aulas. Estudei muito, mas muito mesmo. Morei dois meses em Porto Alegre para fazer intensivo direcionado – inclusive, foi um tempo muito gostoso com a Miguis, moramos juntas em um pensionato doido – e os dias eram regados a exercícios e mais exercícios. No fim das contas, a prova era por pesos e Matemática (por que raios?) puxou minha média para baixo, por cerca de 10 vagas fiquei fora.

Foi muito difícil lidar com isso na época. Quem estudou para passar em federal, não importa o curso, sabe o quanto requer esforço e renúncias – de descanso, tempo, hobbies. Hoje entendo que dei o meu melhor e não poderia ter sido diferente. Quando fui a POA fazer o intensivo tinha recém conhecido o Murilo, era um relacionamento muito recente e se eu tivesse ficado por lá, tenho certeza que não estaríamos juntos.

Voltei pra Crici, a Miguis ficou – hoje é a master nerd da Biotecnologia – e assim nossas vidas foram tomando rumos diferentes.

Comecei a dar aula de inglês novamente até descobrir o que fazer, se continuava estudando para federal ou faria o curso por aqui mesmo em uma universidade particular. Após um ano off school, optei por RI na Unisul Tubarão, cerca de 40 minutos de Criciúma e com uma grade curricular longe de ser dos sonhos. Relações Internacionais é um curso muito abrangente, assim cada universidade pode dar o enfoque que desejar: Diplomacia, Comércio Exterior, Política Internacional, Direito Internacional e etc. Para o meu desgosto, a mais próxima de mim era direcionada para o universo que menos me interessava, Comércio Exterior.  Mas também oferecia muitas matérias que brilhavam meus olhos, e foram elas que me convenceram.

Logo no início do semestre consegui emprego na área de Comércio Exterior, com Pesquisa de Mercado para operações de importação. Não era o dream job, mas estava na área – coisa rara para calouros, e aprendi muito. No segundo semestre fui para outra empresa e mergulhei no coração de Comex, iniciei trabalhos operacionais de importação e despacho aduaneiro e com o tempo dominava o desembaraço e nacionalização dos processos. Fiquei nessa empresa por 2 anos, não vou dizer sofridos pois serviu de grande aprendizado, mas durante o segundo ano eu estava fed up, definitivamente não gostava do trabalho. Era muito operacional, engessado, boring. A empresa era pequena e não tinha chance de crescimento. Eu queria mais! Estava muito insatisfeita e dei alouca atrás de algo que me interessasse.

Aqui encerrei o primeiro ciclo da minha carreira – talvez seja pretensioso chamar de carreira, quem sabe, experiências? Enfim, hoje percebo que eu não fazia ideia a que caminhos esse desejo por mudanças me levaria.

To be continued!

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2 comentários sobre “Be authentic – Part 1

  1. Tai você voltou! Te acompanho desde que vi um post sobre o seu casamento no noivando, casando e amando. Sou de Criciúma também, e amo ler seus posts, principalmente esses que falam sobre carreira profissional. Me identifico muito. Não some mais não hehe Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Gi!! Que alegria, fico muito feliz!! Obrigada pelo carinho e volte sempre, espero que compartilhando possamos trocar experiências.Quando quiser conversar mais, pode me enviar um email. Beijos!!

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