Be authentic – Part 2

Não gosto de suspense no final de episódios (quer ver em S.H.I.E.L.D., nem durmo), mas o relato estava muito extenso. Afinal, como colocar 6 anos em 2 parágrafos?

Continuando, minha busca por outro trabalho era diária. Enviei muitos currículos, visitava sites diversos de anúncios de vagas, e poderia ter mudado antes se não tivesse “escolhido tanto”. Onde eu estava o salário não era ruim e tinha lá suas regalias, não valia a pena trocar seis por meia dúzia – como diria vovó, apenas por desgosto da atividade.

Após meses, encontrei um anúncio que despertou meu interesse, e o nível de adrenalina também: trazia riscos. Essa história vocês que leem meus blablabla’s há mais tempo já conhecem.

A vaga era para estágio de seis meses em uma empresa grande, estruturada, conhecida por já ter sido uma das 150 melhores para trabalhar e cheia de oportunidades. O risco estava na fragilidade do contrato: seis meses de estágio sem garantias de renovação por mais seis meses (é possível renovar por até 2 anos enquanto se está na faculdade) e sem garantias de efetivação. Tudo dependeria do cenário de oportunidades e do desempenho.

A vaga era para o setor comercial do mercado externo – oi comex! – , mas eu não fazia ideia do tipo de atividades que teria que executar. Ou seja, não sabia o que ia fazer, se ia gostar ou não, já estava casada há 7 meses, no sexto semestre da faculdade, o salário era metade do atual e sem garantias de contratação. Que doida faria isso?

Alouca que tem o marido mais supportive do mundo.

Ele disse que se eu estava infeliz com o trabalho atual e acreditava que teria mais oportunidade na nova empresa, mesmo ganhando malemal para pagar a faculdade, nós poderíamos apertar os cintos e arriscar. A hora era aquela! Era o empurrãozinho o que eu precisava.

Parece um grande melodrama contar dessa forma, mas foi bem assim que aconteceu. Insegurança e dúvida, mesmo sabendo que era o melhor timing possível.

Bom, muita água passou por baixo dessa ponte nos último dois anos (já?!). Fui contratada após 10 meses de estágio e promovida mais 10 meses depois. Hoje estou em uma função completamente diferente da anterior, com pouquíssimo comex e muita gestão, de pessoas e comercial.

Se perguntar quais são as minhas atividades, fica difícil listar. Temos uma estrutura bem definida no setor e a minha função foi criada, então precisei estabelecer rotina – ainda estou em fase de adaptação – e encontrar a melhor forma de trabalhar para gerir todos os temas. Como qualquer mudança, isso trouxe ônus e bônus. Maiores responsabilidades e, como diria meu chefe, “peso na cadeira”. Por dias fica difícil sair às 18h e desligar, ou chegar só às 8h para resolver pendências importantes. Às vezes passo o dia inteiro em reuniões, e para você que compartilha dessa experiência, sabe que em dias de reuniões não se trabalha efetivamente. Outras vezes mais sou o único peixe pequeno, fêmea, entre as baleias, e por mais que estejamos para lá do século XXI, não há como negar a disparidade entre homens e mulheres nos ambientes profissionais. Não temos nenhuma diretora e poucas gerentes e supervisoras. E aqui podemos entrar na questão maternidade, onde só as mulheres desenvolvem melancias no lugar do tanquinho e geram pessoas humanas, etc.

Antes de começar a falar de pequenos seres que brotam em úteros, todo esse enredo é para me lembrar que estou feliz! Estava estagnada em funções operacionais e metódicas – cá entre nós, de saco cheio! -, hoje tenho mais autonomia, lido com temas relativamente mais importantes e meu chefe direto é o diretor da área. Parece lindo e fácil, mas tudo o que faço é de/para/por toda a equipe composta por gerentes e analistas. Ainda tenho muito a aprender e desenvolver para contribuir para o crescimento do setor, e espero que essa fase boa continue.

Assim, valeu a pena trocar o certo pelo duvidoso e encarar o período de estágio. Com muito esforço e boas portas abertas depois, estou contente com meu trabalho! Não estou dizendo para largar tudo e ir vender coco na praia, mas caso esteja insatisfeito com sua condição atual e considera um bom momento para mudanças, aproveite! Existem períodos da vida que são mais fáceis de arriscar e reverter o quadro, caso tudo der errado.

E vender coco na praia sempre é uma opção.

Anúncios

4 comentários sobre “Be authentic – Part 2

  1. Que saudades dos teus post’s, li o de ontem e o de hj.
    Foi muito bom pra mim. ..estou desempregada e devido a crise , tá mto difícil.
    Tenho falado mto com Deus, e também fico dividida entre arrumar qualquer coisa ou esperar aparecer uma boa oportunidade. Enfim, paciência e impaciência tem sido meus nomes ultimamente.
    Um grande abraço.
    Bjs

    Curtir

    1. Oi Luana! Que bom ouvir notícias suas. A crise realmente está afetando todos os setores, é importante manter a calma e não deixar de procurar alguma oportunidade. Além de paciência, precisamos ter fé em um plano maior também! BEijos!!

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s